Contratada
que foi pelo DAER para executar o corredor de maior tráfego
da RS-471 – Trecho da BR-290/Pantano Grande; até a ponte
que atravessa o Rio Camaquã – a Construtora montou com
o empreendedor um programa para melhorar o custo/benefício
do revestimento final no segmento que vai de Pantano Grande à Encruzilhada
do Sul.
Iniciando as pesquisas com o CAPFLEX-B da Petrobras em junho/2003
e posteriormente vindo a trabalhar com o Ecoflex-B da Greca Asfaltos,
a Brasília Guaíba, ao longo destes anos, montou toda
uma estrutura especializada em um ligante betuminoso com viscosidade
média de 1.700 centi poasis, cinco vezes maior do que o
CAP convencional, trabalhado com temperaturas médias de
175ºC.
Todas estas características especiais que exigem um
particular tratamento, tanto para usinagem quanto para execução
na pista, estão demonstrando hoje não só sua
validade como sua necessidade. Senão vejamos, das variáveis
a serem enfrentadas no trecho referido acima:
• Temos 90% do tráfego em carga pesada. O transporte
interno compõem-se de Cal e Caulin e o de passagem, todo
ele em carretas, é direcionado
para o porto de Rio Grande;
• As pedreiras da região são formadas por composição
granítica sendo todas elas rochas no limite da abrasão
permitida para obtenção de uma saudável massa
asfáltica;
• Podemos dizer portanto, que tal agregado exige uma película
de cobertura o mais espessa possível;
•
Sendo uma região
de grandes variações térmicas,
em pequenos intervalos de tempo, o fenômeno da suscetibilidade
térmica é por demais agravante no que diz respeito
ao concreto asfáltico convencional;
• E finalmente, contem em sua extensão cerca de 30
km de trecho – de
maior tráfego – com projeto de restauração.
Uma aposta em um subleito existente já classificado como
heterogêneo.
Sob todos os aspectos de características
diferenciais o Asfalto Borracha é a solução
mais indicada para o CBUQ em questão.
Com trechos experimentais
a mais de três anos em operação,
a supervisão das obras que está sendo executada pela
STE – Serviços Técnicos de Engenharia – apresenta
resultados consistentes com tudo que se esperava de um ligante
que:
• Com sua alta viscosidade permite uma maior espessura na película
de asfalto que cobre o agregado;
• Com um teor de borracha por volta de 15% incorporado ao ligante
permite teores de até 20% maiores, com isso enriquecendo
a massa asfáltica
sob o ponto de vida útil (oxidação) sem sofrer
o problema da exudação;
• Com uma temperatura de até 180º permite uma homogeneidade
fantástica em termos de densidade na pista permitindo ao
agregado temperaturas mais altas sem o risco do tão famigerado
problema da “massa queimada”;
• Utilizando 1000 pneus inservíveis por km de rodovia,
certamente evitará parte de um passivo ambiental irrecuperável;
• Com a diminuição que proporciona a sensibilidade
térmica,
minimiza parte dos danos causados em nossos revestimentos tradicionais
pelas deformações plásticas; a popular trilha
de roda.
• Para concluir, trabalhamos com um ligante que apresenta recuperação
elástica média de 60% enquanto o convencional não
passa dos 10%.
Todos os caminhos que levam ao domínio de uma tecnologia
que exige maior investimento e complexidade na produção
primária (usinagem da massa asfáltica) como também
maior treinamento e especialização na execução
do revestimento na pista, são, sem dúvida muito árduos.
A Brasília Guaíba pode dizer isso por já tê-los
percorrido. |